Jeremias - o profeta chorão e fiel

Jeremias - o profeta chorão e fiel

sábado, 23 de janeiro de 2016

Salmo 77

Salmo 77
CLAMEI a Deus com a minha voz, a Deus levantei a minha voz, e ele inclinou para mim os ouvidos.


No dia da minha angústia busquei ao Senhor; a minha mão se estendeu de noite, e não cessava; a minha alma recusava ser consolada.


Lembrava-me de Deus, e me perturbei; queixava-me, e o meu espírito desfalecia. (Selá.)

Sustentaste os meus olhos acordados; estou tão perturbado que não posso falar.

Considerava os dias da antiguidade, os anos dos tempos antigos.

De noite chamei à lembrança o meu cântico; meditei em meu coração, e o meu espírito esquadrinhou.

Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável?

Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se já a promessa de geração em geração?

Esqueceu-se Deus de ter misericórdia? Ou encerrou ele as suas misericórdias na sua ira? (Selá.)

E eu disse: Isto é enfermidade minha; mas eu me lembrarei dos anos da destra do Altíssimo.

Eu me lembrarei das obras do SENHOR; certamente que eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade.

Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos.

O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos.

Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. (Selá.)

As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram.

As nuvens lançaram água, os céus deram um som; as tuas flechas correram duma para outra parte.

A voz do teu trovão estava no céu; os relâmpagos iluminaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.

O teu caminho é no mar, e as tuas veredas nas águas grandes, e os teus passos não são conhecidos.

Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.

SALMO 5.8-12

SALMO 5.8-12
Conduze-me, Senhor, na tua justiça, por causa dos meus inimigos;
aplaina o teu caminho diante de mim.
Nos lábios deles não há palavra confiável;
suas mentes só tramam destruição.
Suas gargantas são um túmulo aberto;
com suas línguas enganam sutilmente.
Condena-os, oh Deus!
Caiam eles por suas próprias maquinações.
Expulsa-os por causa dos seus muitos crimes, pois se rebelaram contra ti.
Alegrem-se, porém, todos os que se refugiam em ti;
cantem sempre de alegria!
Estende sobre eles a tua proteção.
Em ti exultem os que amam o teu nome.
Pois tu, Senhor, abençoas o justo;
o teu favor o protege como um escudo.
(Salmo 5.8-12)

Medo da Morte

Quando, enfim, entendermos que a morte como destruição, como fim definitivo, não existe, quem sabe esse temor da morte comece a ceder um pouco.
A morte precisa ser entendida como renovação, como final de uma etapa e início de outra.

Endireitai o caminho do Senhor

"Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías." (João Batista - JOÃO, 1: 23)

A exortação do Precursor permanece no ar, convocando os homens de boa vontade à regeneração das estradas comuns.
Em todos os tempos, observamos criaturas que se candidatam à fé, que anseiam pelos benefícios do Cristo. Clamam pela sua paz, pela presença divina e, por vezes, após transformarem os melhores sentimentos em inquietação injusta, acabam desanimadas e vencidas.

Onde está Jesus que não lhes veio ao encontro dos rogos sucessivos? Em que esfera longínqua permanecerá o Senhor, distante de suas amarguras? Não compreendem que, através de mensageiros generosos do seu amor, o Cristo se encontra, em cada dia, ao lado de todos os discípulos sinceros. Falta-lhes dedicação ao bem de si mesmos. Correm ao encalço do Mestre Divino, desatentos ao conselho de João: "endireitai os caminhos".
Para que alguém sinta a influência santificadora do Cristo, é preciso retificar a estrada em que tem vivido. Muitos choram em veredas do crime, lamentam-se nos resvaladouros do erro sistemático, invocam o céu sem o desapego às paixões avassaladoras do campo material. Em tais condições, não é justo dirigir-se a alma ao Salvador, que aceitou a humilhação e a cruz sem queixas de qualquer natureza.
Se queres que Jesus venha santificar as tuas atividades, endireita os caminhos da existência, regenera os teus impulsos. Desfaze as sombras que te rodeiam e senti-Lo-ás, ao teu lado, com a sua bênção.

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Espírito: EMMANUEL
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Caminho Verdade e Vida"

Crer em Deus

Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa. Sim, ela crê em Deus.
Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos, desesperados.

Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança?

Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.

Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus. Ele respondeu:
Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.
Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos. Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.

Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista. Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.
Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.

A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.
Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela humildade dos Espíritos superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos.
Dizia: Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a ideia de Deus. Não sou ateu.

Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las.
Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia. Não há oposição entre ciência e religião.
O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo.
Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas.
Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material.
Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.
Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença.

Deus está em todas as minhas teorias e invenções. Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas.
Essa é a minha religião e o Deus em que creio.
*****
Se assim dizia, assim viveu. Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante.
Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública.

Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.
Fonte: Eu espírita

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Ryan Hreljac, o menino que tirou a sede de meio milhão de africanos.

por ,

Ryan Hreljac Ryan nasceu no Canadá em maio de 1991, ou seja, hoje (2010) tem 19 anos.


Ryan Hreljac
Quando pequeno, na escola, com apenas seis anos, sua professora lhes falou sobre como viviam as crianças na África. Profundamente comovido ao saber que algumas até morrem de sede, que não há poços de onde tirar água, e pensar que a ele bastavam alguns passos para que a água saísse da torneira durante horas… Ryan perguntou quanto custaria para levar água a eles. A professora pensou um pouco, e se lembrou de uma organização chamada WaterCan, dedicada ao tema, e lhe disse que um pequeno poço poderia custar cerca de 70 dólares. Quando chegou em casa, foi direto a sua mãe Susan e lhe disse que necessitava de 70 dólares para comprar um poço para as crianças africanas. Sua mãe disse-lhe que ele deveria consegui-los e foi-lhe dando tarefas em casa com as quais Ryan ganhava alguns dólares por semana. Finalmente reuniu os 70 dólares e pediu à sua mãe que o acompanhasse à sede da WaterCan para comprar seu poço para os meninos da África. Quando o atenderam, disseram-lhe que o custo real da perfuração de um poço era de 2.000 dólares. Susan deixou claro que ela não poderia lhe dar 2.000 dólares por mais que limpasse cristais durante toda a vida, porém Ryan não se rendeu. Prometeu aquele homem que voltaria… e o fez. Contagiados por seu entusiasmo, todos puseram-se a trabalhar: seus irmãos, vizinhos e amigos. Entre todo o bairro conseguiram reunir 2.000 dólares, trabalhando e fazendo mandados, Ryan voltou triunfante a WaterCan para pedir seu poço.
Em janeiro de 1999 foi perfurado um poço em uma vila ao norte de Uganda. À partir daí começa a lenda. Ryan não parou de arrecadar fundos e de viajar por meio mundo buscando apoio. Quando o poço de Angola estava pronto, o colégio começou uma correspondência com as crianças do colégio que ficava ao lado do poço, na África.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Você já participou de algum duelo?

O duelo figura na História da Humanidade como uma prática violenta e injusta.
Por muito tempo, as legislações admitiram esse genuíno resquício da barbárie.
Ele consistia na exaltação do mais desmedido e descontrolado orgulho, embora travestido de honra.
Sua lógica era a de que a honra se lavava com sangue.
Entretanto, o homem verdadeiramente honrado não precisa matar ninguém, a fim de atestar essa sua qualidade.
A honra é um atributo espiritual de quem cumpre todos os seus deveres, inclusive os de humanidade.
E é desumano matar alguém, por mais grave que seja a ofensa recebida.
Quando se admitia o duelo, era considerado prova de coragem dele participar.
Na verdade, tinha-se apenas exibicionismo social e arrogância, sem qualquer preocupação ética.
O duelista treinado não passava de um homicida.
Ele se lançava na empreitada ciente de sua supremacia.
Já o que aceitava o desafio sabendo-se em desvantagem cometia suicídio.
Ambos violavam os Códigos Divinos.
Teriam tempo de se arrepender do orgulho a que se entregavam.
Essa prática infeliz deixava viúvas e órfãos, por cujas dores e provações os duelistas no futuro responderiam.
Lentamente a legislação humana evoluiu.
Hoje não mais se admite o duelo.
Entende-se que a honra não se conquista ou se mantém à custa de homicídios ou suicídios.
Mas a criatura humana é sempre herdeira de suas más inclinações.
Antigos hábitos do passado espiritual não desaparecem com facilidade.
Orgulho, arrogância, prepotência, egoísmo, ódio e ressentimento são vícios que ainda pesam fundo na economia moral da Humanidade.
Esses sentimentos cruéis são a herança do que se viveu no pretérito remoto.
Superá-los é o dever de todo homem comprometido com ideais de paz e redenção.
Como visto, hoje não há mais duelos de vida e morte.
Mas as criaturas permanecem se digladiando por bobagens.
Embora não armados, tais confrontos permanecem bastante nocivos.
Eles tiram a paz e semeiam tragédias.